Pular para o conteúdo principal

A história de Salatiel David Muzel




Salatiel David Muzel foi casado com Algiza Morais Momberg. Eram seus filhos, Gerson, Haydée, Olga, Carolina, Setembrina,Jacyra e João Neto. Ele foi um dos dos sete filhos de José David Muzel Filho e Carolina Morais Momberg; uma das primeiras famílias do antigo distrito de Campina do Veado (1910), hoje Nova Campina.

Grande ruralista, explorava a agropecuária e a extração de madeira. Era um grande negociante da região de Itapeva, vendendo seus produtos nas regiões de Itapetininga e Sorocaba. 

Por volta de 1928 a 1930, após uma enfermidade, em que ficou por vários meses hospitalizado, foi aconselhado pelos médicos a abandonar a sua amada terra, vindo com sua família a morar na cidade, onde sua esposa, Algiza Morais Momberg, adquiriu uma casa para melhor se recuperar da sua saúde. Deixou a Serralheria do pai se dedicando mais a sua paixão que era os gados e sua lavoura. A presença de seus bisavós, avós e de seu pai em Itapeva se dá desde a década de 1850 como construtores de roda de água, moinhos e trabalhos de marceneiros em geral, onde extraiam as madeiras na região da Campina do Veado. 
Seu pai, José, fez a reforma da Igreja Matriz de Santana em Itapeva, por volta de 1855, onde então exploravam madeira e construíram muitas roda d'água e moinhos para substituição da mão escrava. Importaram uma Serraria na época da Alemanha que instalou na sua propriedade na antiga Campina do Veado.

A Igreja Presbiteriana de Nova Campina, organizada em 1916, registra em seus anais, que o início da igreja foi fruto do trabalho pioneiro de alguns pastores presbiterianos e teve grande participação da família David Muzel. 

Os nomes de José David Filho,Jeconias David Muzel, Salatiel David Muzel, Abner de Morais Momberg e Alfredo David Muzel e suas esposas aparecem nos registros.

Segundo as informações, em setembro de 1910, a família Muzel se transferia-se de Torre de Pedra-SP para Campina do Veado. Nessa época havia pouco mais de dez casas em Campina dos Veados.

O pastor Eziquiel Camargo, um dos pastores da Igreja em Nova Campina, em 2010, registra que "Estes dinâmicos irmãos, juntamente com duas famílias residentes no local, se fortaleceram na pregação do Evangelho do Senhor Jesus, e se constituíram como congregação da Igreja Presbiteriana de Santiago, que funcionava no local, onde, nas proximidades, hoje é a empresa International Paper. 

A Igreja Presbiteriana de Nova Campina foi organizada oficialmente em 27 de maio de 1916, com a participação pioneira da família Muzel, dentre outras. A avenida “Salatiel David Muzel”, no centro da cidade de Nova Campina, é uma homenagem a este grande cidadão.

Montagem feito por Maria Stela (Facebook) Ao centro José David Muzel Filho ladeado pelos filhos Salatiel e Caliseu, respectivamente os dois do plano superior e abaixo, Jeconias  e Urias
Salatiel e sua esposa, Algiza




Resumo e pesquisa: Juliano Camargo
FONTES: Pesquisas na internet, Ebenezer de Moura Braatz Muzel

Postagens mais visitadas deste blog

Porto Feliz

     Passeando em Porto Feliz, nos parque das monções.  

Histórico do município de Nova Campina

  Breve síntese -  Nova Campina, atualmente tem uma população estimada em 9.962 habitantes, segundo estimativas do IBGE/2021. Localizada no sudoeste do Estado de São Paulo, a aproximadamente 310 Km da capital paulista, faz parte da Região de Itapeva, a 16.ª Região Administrativa do Estado, sendo um dos 32 municípios dessa região. Seus municípios limítrofes são Itapeva, Ribeirão Branco, Apiaí, Itararé e Bom Sucesso de Itararé. Nova Campina fica a 14 Km de Itapeva. É também um dos municípios integrante dos Cânions Paulista, onde com os municípios vizinhos de Itapeva, Itararé, Bom Sucesso de Itararé reúne a única região do estado com a presença de um magnífico continuum de formação de arenitos, com cânions, escarpas e uma fauna e flora exuberantes. Com uma área de 386 Km², tem sua economia baseada no reflorestamento, produção de papel, extração de madeiras, mineração de calcário, filito, dentre outros, além da agricultura familiar e a pecuária. A presença do reflorestamento é o d...

Passeio em Boituva

  A área do município de Boituva era habitada antes do período da evolução progressista alcançada no século XIX, por indígenas da tribo Guaianazes nos arredores de Porto Feliz e pelos índios Carijós por Sorocaba.  Os índios chamavam o lugar de M-Boituva, que na língua Tupi Guarani significa "muitas cobras", devido ao grande número de espécies que havia no local. O local considerado lindo, com belas colinas, clima agradável era considerado uma área livre de enchentes. Cultivavam-se tubérculo, milho e algodão e suas colinas não concentravam muitos indígenas devido ao grande número de serpentes que viviam nas proximidades.  Era uma região entre duas cidades muito importantes na época e a área pertencia aos dois municípios de Sorocaba e Porto Feliz.  A população de Sorocaba nos meados do século XIX já era estimada em 25 mil habitantes. A cidade de Porto Feliz, ponto de partida das famosas monções que a princípio tinham funções administrativas, militares e científicas, se...