Parabéns, Ivanete!


Após ficar cinco meses nos Estados Unidos, professora retorna com muitas experiências e novidades para compartilhar;Em nota, Ivanete agradeceu a parceira do Blog do Juliano Camargo na divulgação.




No ano passado, a notícia de que a professora da Rede Municipal de Nova Campina, Ivanete Paes Landin,iria para passar alguns meses nos Estados Unidos para participar de um intercâmbio, foi muito comemorada por nós professores aqui da Rede.

Felizes com a vitória de Ivanete acompanhamos a experiência e postamos no blog os textos, fotos e notícias enviadas por ela. Agora, mais um texto sobre esta experiência nos deixa cheio de alegria e faz-nos pensarmos um pouco sobre a Cultura Norte-Americana. Finalizando tudo isso, Ivanete promete lançar um livro. (Aguardamos).

Você não viu ? Veja aqui em nosso ARQUIVO CLIQUE AQUI.

 Acompanhe mais um texto sobre o diário de Ivanete nos Estados Unidos:


Professora Ivanete em Washington
Ivanete saiu também no Correio Braziliense - 
Matérias postadas no Blog acompanharam a experiência de Ivanete.





Diário de Ivanete Landim: International Leaders In Education Program (Ilep) 2012

Encerramento do Programa.

Back to Brazil, Back to Myself!
Voltando ao Brasil, lentamente, após cinco meses de muitas aventuras nos Estados Unidos da América. Recebo um “Bem vindo à realidade!”. Como se eu não soubesse. Eu seria ingênua se chegasse aqui alheia a tudo, embora a carga de experiência proporcionada por um programa como esse, ILEP (International Leaders In Education Program), de fato, tenha me causado certo estranhamento ao voltar. Eu ainda não dou conta de tanta informação. Mas eu tive o grande prazer de dividir vários momentos especiais com os meus amigos e com minha família. Alguém me disse, assim que cheguei à America, ENJOY IT! APROVEITE! Ah, eu fui obediente e segui o conselho. Àqueles que pensam fui apenas fazer uma viagem turística, dedico os meus quinze certificados que comprovam que o desafio não foi brincadeira. Agora a experiência transformou-se em patrimônio, pois esse reconhecimento internacional vale muito, principalmente em um país, como o Brasil, que pouco valoriza seus profissionais da educação. Tudo o que eu sempre comentei em sala de aula sobre a América estava ali diante dos meus olhos. Ohio, Nova York, Washington, Canadá. Sem falar da música, da dança, do esporte, da cultura e do famoso fast food. 


Em cinco meses sentimos na pele o que é ser um cidadão norte-americano, sem ser. Tínhamos uma rotina. Pegar ônibus para ir à universidade, enfrentar o frio, dar conta das tarefas (os famosos assignments), fazer compras, lidar com dinheiro, com os amigos, com a língua, com a tecnologia, assistir a filmes, ao Oscar, ao Super Bowl, comer muito hamburguer e tomar muita coca-cola. Ufa! E aí a gente vai acostumando. E quando vai acostumando é hora de voltar. E a cabeça não processa isso direito. Para quem está de fora, tudo parece muito simples, mas não é. É como se uma viagem aos EUA te desse o passaporte para sobreviver em qualquer país, menos no nosso. Esse era o sentimento geral de todos nós, professores internacionais. O país é referência no que diz respeito à modernidade, que muitos países insistem em copiar, inclusive o nosso. Estilo de vida, cultura. tecnologia. E para nós, brasileiros, a identificação é na hora. Não tive nenhum problema de adaptação, o que foi uma grande vantagem, diferentemente de alguns colegas. Sonhamos estar no mesmo patamar dos americanos. Por mais que se negue, o que vi, em termos de educação, por exemplo, me deixou atônita. O país oferece de tudo, recursos mil e não desperdiça. Tem objetivos definidos para o acesso ao ensino superior que, comprovadamente, é um dos melhores do mundo. Sociedade organizada com tudo muito prático, comida típica, de outros países, claro, emprestada, sem a menor cerimônia. Quem liga? É para manter a tradição e os costumes. Não é uma monarquia, mas Elvis Presley, o rei do rock, ainda reina absoluto. Expressam orgulho o tempo inteiro. É comum ver a bandeira americana em vários lugares, apesar da crise, que nem passou perto. Pelo menos em Ohio, não vi reflexos da crise ou melhor, não sentimos a crise. O programa não nos deu essa chance, estávamos sempre muito ocupados. Mas vi reflexos desse momento na América, na capital Washington. Nunca imaginei que pudesse me deparar com moradores de rua, camelôs e sem-tetos acampados em praças num protesto super discreto, morno.
Bem, deixando de lado essas observações vamos as nossas últimas aventuras nas terras do Tio Sam. O MÓDULO! Oh my Gosh!!
Nas últimas semanas fomos pegos de surpresa ao trabalhar arduamente em um módulo para apresentação em Washington D.C. Digo surpresa porque o trabalho em grupo foi um grande desafio. Não imaginávamos que poderia ser tão complicado. Não o trabalho em si, mas a dificuldade em reunir diferentes idéias para chegar a um consenso, uma vez que, vínhamos de realidades completamente diferentes. Todos os grupos passaram pelo mesmo problema e o meu não foi diferente. Escolhemos o tema Comunicação no Século 21. Trabalhei com Abha Vishwakarma da India e Sharin Raj da Malásia. Nosso propósito era falar sobre a comunicação no universo escolar entre pais, administradores, professores e alunos e propor alternativas para que essa comunicação proporcione uma aprendizagem efetiva. Tínhamos prazo e aí o uso da tecnologia se fez imperativo. Um fervor, todos auxiliando um ao outro e em uma semana em que estávamos finalizando nossos cursos na universidade com trabalhos, avaliações, apresentações e compromissos mil. Mas deu tudo certo. Saímos de Ohio em direção à capital americana. Na quarta-feira (16/05), eu e minhas companheiras realizamos nossa última tarefa. E, como sempre, tudo cronometrado, estilo americano. Trinta minutos para a apresentação e mais trinta para as perguntas. Done!! Missão cumprida. Eu me senti realizada. Às vezes duvidamos tanto da nossa capacidade, e aí quando os desafios estão ali, e você não vê alternativas, surpreendemos a nós mesmos. A sensação do dever cumprido não tem preço. Cumprimos o protocolo, inclusive o almoço com a representante da embaixada brasileira Maricy Schmitz. Livres, lá fomos nós explorar novamente Washington DC. Últimas compras, últimas fotos e depois a dolorida despedida. Foi difícil. Não estávamos completamente felizes. Um misto de expectativas em relação à volta ao nosso país e o fato de deixar nossos amigos. Nem a festa que a equipe do IREX preparou agradou muito. Particularmente, o mais difícil para mim, foi dizer goodbye a minha grande companheira de Brasília, Alessandra Inácio. Acho que fomos às únicas que levamos a sério que não tínhamos que levar tudo muito a sério e aproveitar a América com muito bom humor. Éramos, também, as únicas a falar português no grupo e essa aproximação, de certa forma, amenizou a saudade de casa. Um capítulo à parte. E também o ótimo contato com os nossos amigos ILEPERs, em especial Mustapha do Marrocos, Rudrendra da India, Yacine e Rougui do Senegal e Agneter do Quênia, com quem mais tínhamos afinidades. À equipe da Dra. Linda Robertson, Mary Tipton, Rose Onders e Ebed Sulbaran, só agradecimentos. E o apoio de nossas friends Brigite, Ajisa, Sonia e Andrea. O programa International Leaders in Education Program não acabou. A responsabilidade agora é maior. Já tenho planos que vão me garantir a parceria com Kent State University. Dra. Linda me disse, quando nos despedíamos: Dunst stay away from Kent, please. You can go back. Who knows! Não ficar longe de Kent, jamais. Fiquei feliz. Não é umgoodbye definitivo. Agora estou compartilhando essa experiência com os alunos e focando bem sobre a educação americana. Sentiram a diferença, como esperado, mas senti a motivação da parte deles em melhorar nossas aulas. Isso é bom e me inspira.
Antes de deixar Ohio, fomos a Niagara Falls. Espetáculo divino. Depois, eventos para nossa certificação e o encerramento com uma belíssima e divertida festa havaiana. E o meu último contato com minha host teacher Maria Judd de Streetsboro High School a quem também agradeço e muito. Deixamos Kent rumo à capital. Uma hora de vôo e lá estávamos para cumprir nosso último compromisso. Despedidas e mais despedidas, aquele grupo de professores, de diversos lugares do mundo, cada um dizendo adeus como pode entre lágrimas e promessas de jamais perder contato. Tinha que dizer adeus a minha amiga Alessandra. Mesmo cansadas, e sem jamais perder “o salto”, fomos atrás de um restaurante chique em Washington, fomos jantar. No cardápio, hamburguer, com tudo que tinha direito e muita coca-cola, of course! Não podia ser diferente. Pensamos, em um bom português MISSÃO CUMPRIDA, AMIGA! E em um inglês aperfeiçoado WELL DONE, MY FRIEND! E no coração, a certeza de que valeu muito a pena!
Muita gente me pergunta sobre o que mais me chamou atenção ou o que mais gostei na América. Talvez aquele cenário típico de cartão postal que a neve nos proporcionava. Belíssimo! Eu aguardava com ansiedade o momento de ir lá fora e experimentar essa sensação maravilhosa, indescritível. E aí o momento de celebrar a primavera. Tudo muda, fica muito lindo, colorido, flores tão belas que parecem artificiais de tão bem cuidadas. Registro que vai ficar para sempre na minha memória.


Bom, encerro esse diário agradecendo meus amigos Heber Rodrigues, Juliano Camargo e Robson Praxedes sem os quais não teria tido a grande chance de tornar pública minha experiência nos Estados Unidos. Desde o momento que anunciei que teria a possibilidade de ir aos EUA, esses amigos acreditaram até o fim. Agora, quem sabe, é transformar tudo isso em livro, minha próxima missão. Conto com vocês, guys. THANK YOU SO MUCH!!!
Ivanete também citou os trabalhos de Heber Rodrigues e Robson Praxedes.




No Satterfield Hall, em Kent State, onde eu freqüentava um dos cursos, uma frase sempre me chamava atenção e me enchia de orgulho: “The limits of my language mean the limits of my world” . A língua inglesa é, com certeza, a língua que nos permite conhecer mundos diferentes. É a língua que une, aproxima, faz enxergar que, embora haja culturas diversas, é possível ser humano e vencer barreiras. Naquele universo de diferentes idiomas, trajes típicos, religiões, hábitos e valores, uma verdadeira Babel, a língua inglesa impera e cumpre seu papel radiante. Sem limites. É a estrela principal. Emociona. E vai ser assim sempre, siempre, الأبد, 永遠, forever and ever! Alguém duvida?


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