Nos Estados Unidos, professora Ivanete faz um tour por Nova York


Veja os recentes relatos da professora da Rede Municipal de Nova Campina que está nos Estados Unidos participando de um estágio oferecido pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil


Ivanete retornará no mês de Maio.


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Veja:
Nova York, Nova York!

O que eu vou falar de Nova York? O que eu posso dizer de uma cidade que lembra minha São Paulo, só que mais fervorosa. Sei lá.  Pegue  25 de Março,  Paulista, Bom Retiro, Praça da Sé, Praça da República, Luz, Liberdade, Bixiga, junte tudo, acrescente uma overdose de modernidade com luzes emoldurando  museus, teatros, edifícios, restaurantes, lojas, trânsito louco, gente apressada sem muita paciência, e muitos, mas muitos turistas. Gente de todos os lugares do mundo. The city of blinding lights! Eis Nova York!  Foi essa a sensação que tive ao chegar na Big Apple dos sonhos de muita gente.
Nao sabia o que visitar primeiro porque as opções eram muitas e o tempo curto demais, mas no meu roteiro nao poderia faltar a visita a Estátua da Liberdade, o Ground Zero, O Madame Tussauds Museum e um espetáculo da Broadway, claro.
 Chegamos na segunda de manhã. Ficamos em um hostel próximo ao Central Park. Aliás, nossa primeira parada antes de procurar um restaurante para almoçar. Não achei o Central Park  muito atraente porque a primavera aqui esta chegando aos poucos, então as árvores estao secas ainda e para ser sincera, estava bem longe daquela paisagem que estamos acostumados a ver em filmes e cartões postais. Mas o tempo ajudou, dia ensolarado maravilhoso, pessoas fazendo caminhada, com “looks” divertidíssimos, me empolguei.
Almoço num restaurante na Broadway Avenue e em seguida o metrô para a vibrante Time Square. Direto para Wall Street, o coração financeiro de New York. Já de cara a lembrança do World Trade Center. Não dá para ficar um só momento sem pensar nos ataques do 11 de setembro. Aliás, muitos edifícios estão sendo recuperados ainda, dá pra ver nas minhas fotos, muitos andaimes, a construção de um outro no lugar das torres, obras subterrâneas, difícil caminhar por algumas calçadas. Visita a algumas lojas e lá fomos fazer o passeio de turista. O Sightseeing Bus sai a cada vinte minutos e o tour dura aproximadamente uma hora e meia. Você conhece vários lugares famosos por um preço meio salgado, mas que te dá direito a três viagens. Nova York é caríssima. Conseguimos um preço até que bom para um espetáculo da Broadway. Escolhemos um que é, na minha opinião, a cara de Nova York, “Priscila, a Rainha do Deserto. Comédia muito divertida, cheia de efeitos especiais intrigantes. Eles são ótimos nisso! Lembrei da música “And I won't quit till I'm a star on Broadway”. Antes um jantar no Planet Hollywood! Wonderful! Lá tem a nossa famosa kai-pa-`rein-ya (caipirinha). Familiar? Brasileiros, eles estão por toda a parte! Antes do espetáculo começar, uma senhora me perguntou quanto tempo duraria o show, se tinha intervalo ou não, e se eu  a havia compreendido. Numa humildade ela disse: E que eu nao falo inglês direito! Where are you from?  perguntei.  Brazil! Dá para imaginar a alegria dela! Amei a carioca Sheila. Voltamos para o hostel de “yellow cab”, aliás os táxis…..  Eles enfeitam e dão um charme à cidade, achei bonito. A música nao saía da minha cabeça Yellow cap, gypsy cap, dollar cab, holla back…

Day after. Cafezinho no Café Metro esquina com a 5th  Avenue.  Muitos famosos já passaram por lá. Original, só para não perder o costume. I want to be a part of it! New York, New York! 
Sightseeing Bus again, e lá fui eu visitar a “Green Lady”, a “Miss Liberty”, a Estátua da Liberdade. A gente pega o ferryboat,  mas não sem antes passar por um rigoroso esquema de segurança, semelhante ao dos aeroportos.   Ok, rumo a Ilha da Liberdade. Emocionante. Registrei a magnífica visão  de Manhattan! Linda! Agora sem as torres. Causa um estranhamento sim. Ouvi muita gente comentar sobre isso, inclusive dois brasileiros gaúchos tche, camisa do Grêmio, mãe e filho, Marcia e Tiago. Pela primeira vez também em Nova York. Legal. Este ano o monumento completa 125 anos. Me enchi de souvenirs, claro.
Antes de retornar, você tem acesso ao museu Ellis Island, que fica na foz do Hudson River. O Ellis Island era o principal meio de entrada de imigrantes nos EUA. O museu é dedicado a eles. Interessante. Não deixei de experimentar o famoso hot dog americano. Bom, mas simples. O nosso é melhor.
Passeios e mais passeios,  Brooklin Bridge (de quem vocês lembram?) Everybody hates Chris!, lindo o porto e a ponte que dá acesso ao Brooklin e ao Lower East Side (LES) bairro de imigrantes onde você encontra a Chinatown,  o Governor Alfred E. Smith Houses (parece a nossa cohab). Passeio pela  sede da ONU, Waldorf Astoria Building, Radio City Music Hall, Rockfeller Center, Empire State Building (King Kong! lembram?), igrejas, streets, Oh my Gosh! Não dou conta. Melhor ver as fotos. Ah, o Madame Tussaud genial. O povo se mistura com as celebridades em cera e ninguém sabe quem é quem, muito 10. Quinze minutos de cinema 3 D com o filme Happy Feet, com direito a neve e tudo. Adorei. Para fechar um jantar no Hard Rock Café de New York.  Great!

Tem defeitos essa cidade. Sim. Deixa eu falar do subway. Metrô antigo, meio sujo, nem se compara ao nosso aí em São Paulo. Sistema de transporte interestadual, simplesmente terrível, quase não ha estação de ônibus, você espera na calçada! A espera é longa, não há assentos numerados, senta onde quiser e se sobrar lugar! É meio na sorte. Para  ir a Nova York, passamos por Pittsburg na Pensilvânia, rodoviária suja, gente “pobre”, conformada, ninguém reclama. Negros e imigrantes na sua maioria. Não muito simpáticos. Filadelfia, idem. Ficamos lá por cerca de  20 minutos , até alguém dizer que voltaríamos para o mesmo ônibus e seguiríamos para Nova York. Informações desencontradas, desorganização total. Ninguém para reclamar. Nao tem PROCON!! Meu sentimento de indignação. Nesse sentido estamos na frente. Fica nítida a certeza de que o preconceito e a indiferenca  existem. Uma America underground, hidden. Quando cheguei em Akron, em Ohio pela manhã, super cansada, esperando pelo táxi que nos levaria a Kent, vou recebendo “bom dia” de toda parte, que alívio, que gostoso estar num lugar como este. Amigos, isso fez uma diferença. Até então, não tinha me deparado com esse tipo de situação. Durante o trajeto, ida e volta,  perguntei a várias pessoas sobre o porquê de eles não reclamarem sobre a más condições desse horroroso sistema de transporte. Todos disseram que o povo é muito conformado, e que no passado era pior. Pagam caro para ir de um estado a outro, e acham que tudo aquilo é normal, como se a companhia tivesse fazendo um favor a eles! Durante a espera para ir de Pittsburg até Akron, uma senhora negra me disse: Por que você ta tão brava? Quase perguntei: Porque vocês são assim?  Odiei. Mas tudo bem, para mim tudo serve de experiência. Histórias para contar. É a “periferia” Americana. O  Harlem, o Bronx,  gente conformada, sem sonho. Prefiro a minha.  I'll catch a greyhound bus for home they all say. But they’re dead wrong I now they are (On Broadway Song)
Mas a gente vai aprendendo, eu adorei tudo! Já já volto para o meu Brasil, para o meu arroz com feijao, minha família, meus amigos e certeza de que,  cada vez mais, amo meu país. Eu não estou deslumbrada, eu estou é  apaixonada pelo meu jeito de ser, por entender melhor o que vim fazer aqui na América.
Durante o passeio por Nova York, me lembrei de vários filmes,  Um Dia de Fúria, Um Príncipe em Nova York, a Rosa Púrpura do Cairo, Esqueceram de Mim, Taxi Driver,  Filadélfia,  Spiderman, Superman, Madagascar, O Diabo Veste Prada,  Harry e Sally … E as musicas? On Broadway (George Benson), New York, New York  (Frank Sinatra), Empire State of Mind (Jay-Z e Alicia Keys), I Love New York  (Madonna), City of Blinding Lights (U2) … Delicious!  I really enjoyed! I will never forget “I was part of it, New York, New York!!!”


CENTRAL PARK