Fidelidade? Pra quê?


Mas o fruto do Espírito é: (...) fidelidade” (Gálatas 5:22).

A versão Almeida Revista e Corrigida simplesmente diz “fé”, porque, no grego, a palavra carrega as duas ideias. Isto é plenamente possível, pois “fé” e “fidelidade” estão tão intimamente relacionadas, que às vezes esses substantivos aparecem inseparáveis. No entanto, é importante que se faça uma distinção de seus conceitos básicos.
Sabemos que a fé é uma crença na verdade de alguma coisa. Mas o que muitos não entendem é que fé autêntica é o trabalho do Espirito Santo no coração de uma pessoa; não é algo que o coração carnal pode fazer brotar por si só. Paulo diz assim: “A mentalidade da carne é inimiga de Deus, pois não está sujeita à lei de Deus, nem pode estar. Os que vivem na carne não podem agradar a Deus” (Rm 8.7-8). Por isso que a fé é dom de Deus (Jo 1.12-13, At 18.27; Ef 2.5, 8).



Fé genuinamente salvadora é uma submissão incondicional à verdade simples do Evangelho. Isto envolve confiança pessoal em Cristo como SENHOR e Salvador, bem como uma convicção de que as declarações de verdade do Evangelho são confiáveis. Essa é uma revelação que vem de Deus ao coração do homem, não vem da carne (Mt 16.15-17).
Assim, a fé tem em sua essência mais fundamental um princípio que produz a qualidade da fidelidade – que nada mais é do que uma devoção inabalável para com a verdade. Fé e fidelidade, conquanto, em um sentido, inseparáveis, precisam ser distinguidas uma da outra por uma boa razão – porque fé em Cristo é o único instrumento de nossa justificação – completamente separado de qualquer tipo de obras. Paulo deixa isso muito claro quando diz: “sabemos, contudo, que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo... ninguém será justificado pelas obras da lei” (Gl 2.16). Ou seja, nós somos justificados pela fé, não pela fidelidade. É vital que compreendamos esta distinção.


Por outro lado, é impossível fidelidade sem fé. Isto porque a fé salvadora traz consigo todos os elementos necessários para a nossa perseverança na santificação (Hb 3.14; 10.14), que inclui, obviamente, a fidelidade. A qualidade e a constância de nossa fidelidade poderão variar de tempos em tempos. Como Pedro, todos nós estamos sujeitos a fracassar. Antes de Pedro negar a Cristo por três vezes, Jesus disse a ele: “Simão, Simão, Satanás vos pediu para peneirá-los como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não esmoreça; e, quando te converteres, fortalece teus irmãos” (Lc 22.31-32). Aquela oração de Jesus foi atendida. Graças a Deus!


A fé de Pedro permaneceu firme e inabalável, mesmo tendo ele próprio fracassado grandemente. Em última instância, nós podemos dizer que Pedro guardou a fé. É certo que ele ressurgiu dos escombros do embate espiritual com a alma toda ferida, mas ainda mais fiel e profundamente devoto ao SENHOR Jesus Cristo. Afinal de contas, o próprio Deus é inabalavelmente fiel, como diz a Escritura: “se somos infiéis, ele permanece fiel; pois não pode negar a si mesmo” (2Tm 2.13).
Deus é fiel. E você?

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